Umuarama: Coalizão Não Fracking Brasil participa de audiência pública sobre perigos da exploração do gás de xisto

Representantes da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil, 350.org Brasil e Fundação Cooperlivre Arayara participam nesta quinta-feira, 26, em Umuarama, Noroeste do Paraná, de audiência pública para debater os impactos do fraturamento hidráulico (fracking), tecnologia minerária perigosa e poluente usada para a exploração de gás de xisto.

A audiência acontece na Câmara de Municipal e foi proposta pelos vereadores Diemerson Castilho (PT), Hemerson Yokota (PR) e Toninho Comparsi (PMDB), todos integrantes da Comissão Permanente de Ecologia. Já tramita no Legislativo Municipal Projeto de Lei 076/2015, de autoria de Hemerson Yokota que proíbe a concessão de alvará para a exploração de gás de xisto por fracking no município.

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Diemerson Castilho (à esquerda), Juliano Bueno de Araujo, Nicole Figueiredo de Oliveira e Hemerson Yokota participaram na Assembleia Legislativa do Paraná de seminário que debateu s impactos do fracking para o Aquífero Guarani.

Segundo o fundador e coordenador nacional da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo, “cidades como Umuarama podem ser arrasadas com operações de fracking, que impacta o ambiente, a economia e a vida das pessoas. Vamos alerta a sociedade para esta ameaça nos mobilizarmos para impedir que isso aconteça em nosso país e no mundo”.

A campanha Não Fracking Brasil tem como parceiros a 350.org Brasil, movimento global que denuncia as mudanças climáticas, Fundação Cooperlivre Arayara e centenas de organizações ambientais, entidades e sindicatos do setor produtivo, academia científica e parlamentares.

Contaminação da água e danos à agricultura

Umuarama e outras 122 cidades do Paraná estão sob ameaça de ter operações de fracking para extração do subsolo do gás de xisto que pode contaminar de forma irreversível os aquíferos Guarani e Serra Geral, o solo e ar, além de causar doenças como câncer e eliminar toda a biodiversidade no entorno dos poços.

Sem consultar a sociedade, o governo brasileiro leiloou blocos para exploração de gás de xisto e num deles está Umuarama e outras cidades do Noroeste. O anúncio deixou muita gente apreensiva.

“Com 100 mil habitantes Umuarama tem a maior bacia leiteira e o maior rebanho bovino do Paraná. Com fracking, essa produtividade estará ameaçada para consumo e comercialização”, enfatiza a diretora da 350.org Brasil, Nicole Figueiredo de Oliveira, integrante do comando nacional da campanha contra o fraturamento hidráulica no Brasil e América Latina.

Fracking é o método para retirada do gás metano através de perfurações profundas que utiliza cerca de 30 milhões de litros de água, areia e um coquetel de 600 substâncias químicas, tóxicas e cancerígenas, inclusive alguns radioativas. Isto tudo para um único poço provocando a contaminação da água da superfície e do subsolo, tornando o solo estéril para a agricultura e pecuária, desvalorizando o valor das terras e imóveis das cidades próximas.

 

Serviço:

Audiência Pública para debater os impactos do Fracking

Dia – 26.11.2015 – Quinta-feira

Local – Câmara Municipal de Umuarama

Horário – 19h30

 

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