Rede Evangélica Paranaense de Ação Social (Repas) se integra à Coalizão Não Fracking Brasil

Com a aprovação dos membros do conselho da Rede Evangélica Paranaense de Ação Social (Repas), está formalizada a adesão à COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade. A Repas se integra à campanha contra o fraturamento hidráulico, tecnologia altamente poluente utilizada pela indústria dos combustíveis fósseis para extrair petróleo e gás do xisto (shale gas) que está no subsolo, e amplia a disseminação da informação e mobilização junto ao segmento cristão.

Reunião REPAS e COESUS
Reunião Repas e COESUS

“Com esta parceira nossa campanha ganha novo fôlego, pois precisamos levar ao maior número possível de paranaenses informações sobre as ameaças e riscos dos fraturamento hidráulico para a água, produção de alimentos e para a vida das pessoas e animais”, explicou o fundador da COESUS e Coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org –  Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo.

Durante a reunião que selou a parceria, Juliano detalhou aos conselheiros e conselheiras a campanha contra o FRACKING, “uma tecnologia que seduz, corrompe e mata. Muito mais que impedir a exploração do gás de xisto pelo governo brasileiro, nossa missão é defender a criação e todas as criaturas de Deus”.

FRACKING utiliza milhões de litros de água, toneladas de areia e um coquetel com mais de 600 produtos químicos, muitos tóxicos, cancerígenos e até radioativos. Uma tubulação é inserida em profundidades de até 3 mil metros e a altíssima pressão a água é injetada para fraturar a rocha e liberar o gás metano. Ocorre que parte deste fluído tóxico permanece no subsolo e contamina os aquíferos. Outra parte retorna à superfície e contamina o solo, polui o ar e provoca câncer e outras doenças crônicas nas pessoas e animais.

Ameaça ao Paraná

Sem consultar a sociedade e entidades e promover uma ampla discussão, em 2013 e 2015 a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) ofertou em leilões blocos para exploração em 378 cidades em 15 estados. Proporcionalmente, o Paraná é o mais atingido, com 122 cidades a serem impactadas nos blocos arrematados pela Petrobras e Copel. A expectativa é de que mais 172 cidades podem ser incluídas num novo leilão a ser realizado ainda este ano pela ANP para exploração de gás e areia de xisto (tar sand oil).

Graças à campanha Não Fracking Brasil, representantes do Ministério Público Federal obtiveram liminares que suspendem os efeitos dos leilões em sete estados: Paraná, São Paulo, Bahia, Piauí, Acre e mais recentemente Sergipe e Alagoas.

“Vamos ajudar na elaboração de material específico para que o povo de Deus conheça o FRACKING e seus malefícios e impedir a contaminação da nossa água, dos alimentos e de todas as formas de vida”, afirma o Pastor Werner Fuchs, um dos coordenadores da Repas.

Já o Pastor Patrick Reason, também um dos coordenadores da rede, enfatiza a importância do engajamento na campanha “como parte do exercício da cidadania na definição das políticas públicas que cuidem e sejam benéficas para com a criação de Deus”.

Filiada à Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), a Repas reúne organizações evangélicas que atuam na área socioambiental, proporcionando capacitação articulação e troca de experiências para a transformação da sociedade e manifestação do Reino de Deus.

Foto: COESUS

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