Moradores de Guaravera (PR) barram caminhões gigantes de prospecção de xisto

Moradores de Guaravera, distrito de Londrina, a 360 km de Curitiba, barraram as máquinas e caminhões gigantes que fazem as prospecções para investigar a possibilidade de exploração do gás de xisto na região. Em reunião, nessa sexta (22), com  o prefeito de Londrina,  Alexandre Kireeff, e quatro técnicos da Global, empresa responsável pelos serviços em Guaravera, eles também entregaram, um abaixo-assinado contra o levantamento que pode implantar o FRACKING na região.

A população teme que esse levantamento inicial já possa trazer abalos  como os que  atingiram a região no começo do ano. Os moradores conseguiram fazer com que fosse refeito o plano de atuação na área. “Formou-se  uma comissão de moradores junto com a Secretaria do Meio Ambiente que vai  acompanhar a passagem das máquinas pelo Distrito. Essa comissão é que vai avaliar se e onde poderão ser realizadas  as vibrações, afirma Reginaldo Urbano Argentino, coordenador da COESUS no Noroeste do Paraná e Presidente da Cáritas do Paraná.

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Divulgação-Massa News

Na quinta (21), centenas de moradores já haviam se reunido na Escola Municipal John Kennedy, em Londrina, para discutir a passagem dos caminhões que fazem a análise geofísica. Os veículos usam uma estrada rural para vir do município de Tamarana em direção à Guaravera.

Os abalos que assustaram a comunidade meses atrás atingiram 1,9 na Escala Richter, de acordo com os dados registrados pelos sismógrafos instalados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e provocaram rachaduras em residências de várias cidades.

“Esse  é o primeiro passo para uma provável exploração por fraturamento hidráulico, que, já sabemos, causa danos ambientais e à saúde, por meio da injeção de milhões de litros de água, areia e produtos cancerígenos e radioativos  no subsolo para retirar o gás metano ”, alerta o Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo,  coordenador da COESUS – Campanha Não Fracking Brasil, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo.

Um projeto de lei de autoria da vereadora Lenir de Assis (PT) tramita na Câmara Municipal de Londrina e proíbe a exploração de gás no município por meio do método fracking. A iniciativa já recebeu parecer favorável da Comissão de Justiça, Legislação e Redação.

O Fracking, além de poluir as reservas de água de superfície e aquíferos, contamina o solo e polui o ar com o gás metano liberado pelas fissuras e está associado à mudança climática e à ocorrência de terremotos.

Segundo a ANP (Associação Nacional do Petróleo), o estudo da Bacia Sedimentar do Paraná, que abrange 177 municípios do Estado e outros 90 de São Paulo, irá durar dois anos.  Maringá, Londrina, Paranavaí e Guarapuava são cidades atingidas no Paraná. Em São Paulo,  os municípios de Assis, Marília e Ourinhos. No Brasil, pelo menos 15 estados podem ser impactados com o Fracking.

“Estamos acompanhando de perto essa movimentação, exigindo informações e alertando a população sobre os perigos e riscos do fracking. Estamos lutando pela não utilização de mais combustíveis fósseis no Brasil”,  avisa Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org no Brasil e América Latina, organização parceira da COESUS e Fundação Arayara Cooperlivre na campanha Não Fracking Brasil.

Com informações da Massa News.

 

 

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