LIBERTE-SE: Depois de um inverno realmente ruim para o Ártico, a tendência é piorar

Os sinais de que as mudanças climáticas estão afetando a ordem natural do planeta não poderiam ser mais evidentes e contundentes. Segundo reportagem publicada no Washington Post, o Ártico tem sido atacado por temperaturas extremamente elevadas desde o início do ano.

De acordo com dados da Agência Espacial Americana (NASA) para o mês de fevereiro, o mundo foi 1,35 grau Celsius mais quente do que a média histórica. Porém, o grave aconteceu acima de 70 graus de latitude norte em que a temperatura foi superior a 4 graus Celsius.

E mais: Como consequência do aumento do aquecimento global, em fevereiro último a área do gelo do Ártico sobre o oceano ficou 1,16 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média histórica. Isto porque em janeiro, auge do inverno, o gelo já tinha atingido um recorde de baixa medida mensal – 1,04 milhão de quilômetros quadrados inferior à média 1981-2010, com base em observações de satélite.

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Em síntese, além do não ‘congelamento’ das geleiras, teremos ainda o seu inevitável derretimento como consequência direta do aumento das emissões, o que fará submergir uma área hoje habitada por mais de 50 milhões de pessoas e promoverá alterações, para pior, no clima do planeta.

Desinvestimento

“Precisamos ter consciência de que, em relação à temperatura do resto do planeta, as nossas emissões triplicam o aquecimento nos polos. Temos que parar de explorar e deixar no solo os combustíveis fósseis por uma questão de sobrevivência”, alerta a diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira.

O desinvestimento em combustíveis fósseis é a solução para conter as mudanças climáticas. A continuarmos nesse ritmo de emissões de CO2, Metano (CH4) e outros hidrocarbonetos, as consequências serão de aumento da temperatura vários graus, tempestades com força mais devastadora, oceanos vários metros mais elevados, alterações no ciclo da água e na produtividade agrícola.

Liberte-se

Organizado pela 350.org e entidades climáticas do mundo todo, o movimento global ‘Liberte-se dos combustíveis fósseis’ (Break Free 2016) é uma onda de resistência para manter os fósseis no solo e acelerar a transição justa para 100% de energia renovável e para um futuro sustentável para todos nós.

No Brasil, o movimento LIBERTE-SE acontecerá em quatro regiões com ações escalonadas em várias cidades que abrigam projetos de geração de energia suja e poluente. Para saber mais detalhes e como participar é só acessar http://liberte-se.org/ .

Coalizão Não Fracking Brasil

O coordenador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo, enfatiza a importância do movimento LIBERTE-SE como catalizador de uma tendência mundial pelo fim da exploração dos combustíveis fósseis para evitarmos o pior.

“Numa metáfora, o que está acontecendo no Ártico é como se o freezer da nossa casa deixasse de funcionar. Os alimentos iriam se estragar rapidamente e o degelo inundaria a nossa cozinha. A diferença é que podemos substituir o eletrodoméstico. O mesmo não é possível com os polos”, explica.

Apesar de todos os sinais de que precisamos conter as emissões, o Brasil insiste em explorar petróleo e gás de xisto pelo método não convencional do fraturamento hidráulico, conhecido como FRACKING, em 16 estados brasileiros. Para Juliano, “temos potencial para geração de energia sustentável, não precisamos e não queremos a tecnologia suja e perversa do FRACKING”.

Fonte: Washington Post

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