Amazonas: Fracking é tema de palestra em conferência nacional sobre povos indígenas no Vale do Javari

Mais uma ação da 350.org Brasil e COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil levou informação sobre os perigos do fraturamento hidráulico, chamado fracking, uma tecnologia empregada para exploração de gás de xisto, para as lideranças indígenas.

Rfracking_atalaiadonorte1eunidas no início deste mês em Atalaia do Norte, no estado do Amazonas, para mais uma etapa regional da Conferência Nacional sobre os Povos Indígenas, as lideranças preparam uma grande mobilização para impedir que a indústria do petróleo chegue na região.

“Foi uma ação de conscientização e mobilização contra o fracking e qualquer tipo de exploração de petróleo e gás em terras indígenas do Vale do Javari”, destacou o consultor em Povos e Comunidades Tradicionais da 350.org Brasil e COESUS, Luiz Rosario.

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A palestra sobre fracking foi traduzida simultaneamente em cinco línguas originais, uma vez que a maioria não fala português. Entre os povos presentes na conferência estavam Kulina, Kanamari, Matis, Marubo e Mayoruna, muitas deles ouvindo pela primeiras sobre a ameaça do fracking para a água, floresta e para a vida das suas comunidades.

Além de impactar as comunidades indígenas, fazer fracking nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas representa uma ameaça a todos os habitantes da região Norte do país.

Campanha Não Fracking Brasil

 “Nós da COESUS e 350.org Brasil estamos há meses em conjunto com o CIMI e o Observatório Latino Americano Anti Fracking realizando ações em diversas cidades da Amazônia Ocidental, tribos e comunidades que serão duramente atingidas pela exploração de petróleo e gás”, destacou o Dr. Eng. Juliano Bueno de Araujo, coordenador nacional da campanha Não Fracking Brasil.

Já Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil para América Latina e também coordenadora nacional da Coalizão Não Fracking Brasil, enfatiza a importância de “darmos voz aos indígenas para que os governantes do mundo não continuem a promover essa política genocida contra as populações originárias. Vamos lutar juntos contra a indústria suja do hidrocarboneto”.

Com articulação dos coordenadores nacionais da campanha, o Ministério Público Federal do Acre ajuizou em Cruzeiro do Sul uma ação civil pública pedindo a anulação de todo o processo de licitação de contrato para a exploração e produção de petróleo e gás natural na região do Vale do Juruá entre os estados do Acre e Amazonas.

Em outubro, a 350.org Brasil e COESUS fizeram um grande protesto na durante a realização de uma nova rodada de licitações que teve grande repercussão internacional e nacional.

Fotos: Gabriel De Angelis

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