Ação da Coalizão Não Fracking Brasil leva informação para lideranças de pescadores no Espírito Santo

Um dos 15 estados brasileiros a serem atingidos pelo fraturamento hidráulico, chamado fracking, o Espirito Santo também pode sofrer com os impactos ambientais, econômicos e sociais da exploração de gás de xisto.

Reuniao II com a Federaçao e Colônias de Pescadores do ES Não ao Fracking
Reunião com integrantes da Federação das Colônias de Pescadores Artesanais do Espírito Santo.

Fracking é um método altamente poluente para extrair do subsolo o gás da rocha de xisto através de milhões de litros de água introduzidos sob alta pressão com areia e um coquetel de substâncias químicas tóxicas e cancerígenas para ‘fraturar’ a rocha e liberar o gás. Além de contaminar a água na superfície, tornar o solo infértil e poluir o ar, fracking também afeta o lençol freático e aquíferos e a saúde das pessoas e animais. Já relacionado a terremotos, a técnica libera o gás metano que contribui para as mudanças climáticas por ter 86 vezes mais potencial como gás de efeito estufa que o CO².

Para levar informação sobre o fracking à população sobre a contaminação e os danos irreversíveis para a saúde das pessoas que a tecnologia minerária provoca, a COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil – e 350.org Brasil promoveram uma ação de mobilização no estado.

O representante da coalizão, o consultor em Povos e Comunidades Tradicionais, Luiz Afonso Rosario, realizou diversas reuniões com lideranças de pescadores que vivem nos territórios tradicionais.

“Estas populações tradicionais já sofrem com os impactos da exploração de petróleo e gás e agora correm um risco maior com o fracking chegando ao seu território”, afirmou Rosario. Em 2013, a ANP vendeu blocos para fracking nas áreas tradicionais de pesca artesanal.

Adilson Ramos Neves (Russo) Presidente Ass. Pescadores Ubu e Parati (Anchieta ES)

Adilson Ramos das Neves é presidente da Associação da Comunidade Tradicional de Pescadores Artesanais de Ubu e Parati, município de Anchieta, coordenando também a frente dos impactados pela Vale do Rio Doce. Junto dele, o pescador Anísio também se dispôs a lutar contra o fracking promovendo uma ampla discussão com a comunidade.

 

 

caciaue José Luis em adesão ao Nao Fracking
Cacique José Luis adere à campanha Não Fracking Brasil.

Outro aliado na luta contra o fraturamento hidráulico no Espirito Santo é Antonio Vitorino, presidente da Colônia de Pescadores de Barra do Riacho, Aracruz. Dos povos indígenas da região, o apoio contra o fracking vem do cacique José Luis, da Etnia Tupinikim, que coordena o conselho do cacicado do Espírito Santo; do cacique Zé Luis, de Zilma e do cacique Jonas da aldeia Areial.

Em reunião com integrantes da Federação das Colônias de Pescadores Artesanais do Espírito Santo, participaram diversas lideranças, entre elas: Alvaro (Colônia de Vitória); Davi (Colônia de Conceição da Barra e Presidente da Federação); Valéria (Colônia de Itaipava – 2° maior frota pesqueira do país); Mauro (Colônia de Piúma – costas); Pretinha (Colônia de Guarapari); Denizi (Colônia de Serra) e Miltinho (Colônia de Linhares).

 

Cacique Jonas Aldeia Areial ES
Na aldeia Areial, o apoio à campanha vem de lideranças e comunidade.

 

Fotos: COESUS/350.org Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Enquire here

Give us a call or fill in the form below and we'll contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.
[contact-form-7 id="5208"]